quinta-feira, 2 de abril de 2009

The Pionners


The Pionners, como diz o nome, são certamente um dos trios vocais pioneiros do Reggae! Formado por Sydney Crooks, George Dekker e Jackie Robinson.Dado forma na metade dos anos 60 em Kingston, foram um dos primeiros grupos a ter sucessos internacionais no novo genero da música chamado Reggae que surgiu do Ska e do Rocksteady. Podiam penetrar no mercado europeu com um de seus muitos sucessos, com músicas como “Long Shot Kick de Bucket”. Seguiram com uma canção também cantada por Jimmy Cliff chamada “Let Your Yeah Be Yeah” que foi um sucesso de quebrar na Europa e “Give and Take” que foi cantada também por Jimmy Cliff.

Laurel Aitken "ska"


Laurel Aitken, também conhecido como “padrinho do ska”, (Havana, 1925 — 2005) foi um músico jamaicano.Nascido em Cuba, filho de pai jamaicano e mãe cubana, foi para a terra do ska aos oito anos de idade. Na Jamaica, participou de concursos de novos talentos, para turistas que visitavam o Caribe até, ainda muito jovem, se firmar como uma das vozes mais queridas da ilha naqueles anos. Com “Boogie in my bones”, single lançado pela então iniciante gravadora Island, de Chris Blackwell, permanceu treze semanas no topo das paradas de sucesso. Segundo Toni Face, da Liquidator Music, “Laurel Aitken viu passar todas as modas e estilos importados e nascidos na Jamaica. Gravou de tudo. Mento, calypso, jazz, boogie, rhythm and blues, ska, bluebeat, reggae, rock steady, skinhead reggae, roots, deejay, toasting, lovers e outros estilos mais.”Nos anos 60, imigrou para a Inglaterra. O rude boy consagrou então temas como “Sally Brown” e “It’s Too late” entre outros. Laurel foi também responsável pela popularização do bluebeat (como os ingleses denominavam o ska jamaicano). Foi o artista principal do selo de mesmo nome, disputadíssimo por colecionadores de ska e reggae de todo o mundo. Durante os anos 70 flertou com a temática rastafari (em “Rasta man power”), mas definitivamente se consagrou com um heroi do skinhead reggae (em “Skinhead train”) e da nova geração de rude boys, agora ingleses, durante os anos da 2 tone Records.

Phyllis Dillon "ROCKSTEADY"




Phyllis Dillon registrados em bruto, duro Kingston, Jamaica, na Duke Reid’s Treasure Isle estúdio, mas viveu em Linton, Santa Catarina - considerado o país - no meio da Jamaica. A área, muito longe de Kingston, onde é que ela começou cantando na escola, igreja, e mais tarde com uma banda chamada de vulcanos. A banda crack encontrado emprego em toda a Jamaica. Foi em um show na caçamba de vidro em Kingston onde Dillon capturado ska e Rocksteady sessão guitarrista Lyn Taitt’s orelhas quem sugeriu que ela vê Reid. Ela tinha 19, ainda vivem em casa, e como erva verde. Taitt Reid’s serviu como arranjador musical da época. Ela assinou com Reid em 1965 e nunca gravada para um outro produtor jamaicano, que foi pouco usual, já que a maioria dos artistas jamaicanos jogado produtores musicais que vão de Reid para a Bunny Lee Coxsone Dodd e assim por diante.A emocionante soprano luz Rocksteady gravado em um estilo pop misturadas com alma e nos para formar o pacote completo. Ela escreveu seu primeiro single, a bela balada “Não Stay Away”, que saiu em 1966 e foi um sucesso instantâneo local. Uma sucessão de contratar singles mais reforçada a sua lenda e ela se tornou a rainha sem coroa de Rocksteady. Ela duetos gravados com Alton Ellis, que ela cita como um profissional e que apoiava as suas Hopeton Lewis.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Lee ''Scratch" perry




Lee ’Scratch’ Perry começou sua carreira trabalhando como faz-tudo no Studio One, sob as ordens do lendário produtor Coxsone Dodd. Em meados da década de 60, ele era um misto de mensageiro, técnico de som, compositor, deejay, segurança e também vocalista, mostrando todo seu ecletismo (foi lá que gravou as faixas reunidas em CHICKEN SCRATCH, Depois de sete anos de trabalho, brigou com Coxsone por causa dos parcos salários e da falta de reconhecimento e foi trabalhar com Joe Gibbs, que na época ainda não era um produtor, mas tinha muita grana. Perry passou a comandar o selo de Gibbs, conseguindo alguns hits com suas produções, entre elas uma música onde fazia acusações diretas ao seu ex-patrão. Pouco tempo depois deixou o novo chefe, novamente atirando para todos os lados, dando mostras do seu gênio terrível e da sua forte personalidade. A partir de 68 passou a trabalhar por conta própria criando seu próprio selo, o Upsetter, e recrutando alguns jovens músicos para formar sua banda de estúdio, os Upsetters. A formação incluia os irmãos Family Man e Carlton Barret no baixo/bateria, o guitarrista Alva Lewis, o tecladista Glen Adams e Max Romeo nos vocais. Na época todos circulavam por Kingston assintindo filmes do estilo ’western-spagueti’ no cinema, à tarde, e passando as noites no estúdio, onde, devidamente inspirados, criavam ritmos demolidores. Em 69 Perry emplacou um hit com a banda na Inglaterra justamente inspirado em tais filmes,”Return of Django”, o que lhe lhes rendeu seis semanas de shows, a primeira turnê de um grupo jamaicano por lá. Foi justamente nessa época que os caminhos de Lee Perry se cruzaram com os de Bob Marley, em termos profissionais, visto que eles já se conheciam dos tempos do ska, tendo ambos trabalhado com Coxsone no Studio One. As coisas estavam mudando na emergente cena reggae jamaicana, com o aparecimento de novos selos e produtores independentes, que punham em xeque o reinado dos dois maiores produtores até então, Coxsone e Duke Reid. Assim, os Wailers, que estavam sem produtor depois de terem feito sucesso e brigado com Coxsone, acabaram topando com Lee Perry, então lutando por seu espaço no competitivo mercado. Depois de algumas jams e gravações com os Upsetters, Bob Marley intimou o grupo à abandonar Perry e se juntar à eles, com o argumento de que a união da melhor banda de estúdio com o melhor grupo vocal da Jamaica seria devastadora. Quando Lee Perry soube da tentativa de Bob ficou furioso, a ponto mesmo de querer matá-lo. O caso só foi resolvido num tête-a- tête entre os dois, quando depois de horas de discussão acalorada eles chegaram a um acordo, deixando a sala onde estavam em meio à risos e tapinhas nas costas. Os Upsetters se juntariam aos Wailers, sim, mas o produtor exclusivo seria, obviamente, o próprio Perry. Logo todos estariam no estúdio, criando o que seria o ponto alto não só das carreiras de cada um como também da própria história da música jamaicana. A quimica que rolou nas sessões dos Wailers com os Upsetters, sob o comando genial de Lee Perry, foi fenomenal, tal a quantidade de clássicos que foram produzidos, que mudaram os rumos do reggae, serviram de base ao enorme sucesso alcançado por Bob na sequência e estabeleceram Lee Perry como um dos grandes produtores da Jamaica. Muitas das músicas que saíram dessas sessões (Small Axe, Duppy Conqueror, Kaya, Put it on, entre outras) foram regravadas depois por Bob, mas a mágica das gravações originais nunca seria ultrapassada. Entre 69 e 70 as coisas funcionaram bem, mas em 71 a lua de mel entre Lee Perry e os Wailers acabou. Tratando-se de personalidades fortes, foi até natural o rompimento da relação de amor e ódio que se estabeleceu entre eles, em meio à acusações mútuas.Os Wailers ficaram com os irmãos Barret, reformulando o grupo e assinando contrato com a Island em 72, onde continuaram a fazer história. Os demais músicos seguiram seu caminho e Lee Perry ficou com o nome Upsetter, convocando novos músicos para seu próximo projeto. Com o fim da revolucionária parceria com os Wailers, Lee ’Scratch’ Perry começou a construir um estúdio que viria a se chamar Black Ark (cuja produção foi compilada em várias coletâneas, entre as quais a sublime ARKOLOGY - ver capa abaixo e mais detalhes no site oficial da caixa), reformulando a formação dos Upsetters. Já estabelecido como produtor, ele conseguiu sua independência em relação aos tradicionais chefões jamaicanos e se afirmou como um dos nomes mais importantes da cena reggae. Entre 74 e 79, o Black Ark foi uma potente usina musical e ditou as regras na música da ilha, sob o comando de seu tresloucado construtor/comandante. O som do Scratch e de sua confraria marcou época com produções inovadoras e à frente do seu tempo. Passaram pelas mãos do Scratch nomes como Max Romeo, Junior Murvin, Heptones, Gregory Isaacs, Junior Byles, Congos, além de calouros a quem ele dava a tão sonhada primeira chance. E ele ainda encontrava tempo para cuidar de sua carreira solo.Com as atenções do mundo voltadas para a Jamaica por conta do sucesso de Bob Marley, era natural que a música de Lee Perry se destacasse, levando-o à vôos internacionais. A Island Records assinou com ele um contrato de distribuição, e seu estilo acabou chamando a atenção de figuras como Paul McCartney e o Clash, que inclusive regravaria no seu primeiro disco a clássica ’Police and thieves’. Pra manter a tradição, passado um tempo, ele rompeu com Chris Blackwell, chefe da gravadora, à quem também fez acusações através de suas músicas. Lee Perry viveu todo esse período trancado no estúdio, às voltas com intemináveis sessões de gravações regadas à álcool e ganja em profusão. Isso somado às atribuições do estrelato levou-o a sofrer uma séria crise nervosa, que culminou com o incêndio do Black Ark, ateado por ele mesmo, em 79, num episódio trágico. Além de dar um tiro no pé, acabou abandonado por sua mulher, cansada de ter que aturar o seu estilo de vida. O acontecimento significou uma ruptura radical com o passado e marcou o início de uma fase em que ele passou a ter um comportamento um tanto excêntrico. Às vezes recebia jornalistas agindo de maneira estranha, em meio às ruínas do estúdio, totalmente cobertas de graffitis e outras pinturas, e fazia maluquices de todo o tipo, sempre com um discurso meio fora de órbita . Por essas e outras, ficou com fama de louco. Perry passaria os anos seguintes errando entre a Europa e a Jamaica, chegando a morar em Amsterdam e gravando (poucos) discos. Uma de suas decisões foi parar de produzir outros artistas e houve uma vez em que ele tentou reconstruir o estúdio, mas a tentativa acabou fracassando. Em 82 e 84 ele emitiu os primeiros sinais de que poderia voltar à antiga forma com o lançamento de dois ótimos discos. Mas foi apenas em 87 que finalmente aconteceu o retorno definitivo do gênio aos seus melhores dias. Trabalhando em conjunto com o produtor inglês Adrian Sherwood e sua banda, a Dub Syndicate, Perry lançaria o clássico ’Time Boom X De Devil Dead’, muito mais do que uma obra prima. Foi a sua volta à cena em grande estilo. Na sequência se seguiram outros excelentes lançamentos, bem como várias reedições de suas agora lendárias produções dos anos 70.Estabelecido na Suiça, com uma nova esposa, Lee ’Scratch’ Perry se mantém como um dos nomes mais importantes e decisivos na história do Reggae. As últimas notícias que se tem dele é que estaria trabalhando com o filho Omar, na tentativa de recuperar fitas antigas com material gravado no Black Ark, e construindo em casa um novo estúdio, desta vez chamado Blue Ark, de onde certamente sairão grandes produções.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Toots & The Maytals



Toots & The Maytals é um grupo jamaicano, originalmente chamado simplesmente de “The Maytals”, é uma das mais conhecidas bandas de ska e reggae. O som deles é uma combinação original de gospel, ska, soul, reggae e rock.

Jimmy Cliff


Jimmy Cliff, nome artístico de James Chambers, (Saint Catherine, 1 de abril de 1948) é um músico jamaicano de reggae. É o menos compreendido de todos os grandes mestres do reggae, tendo sido acusado de abandonar as origens rastas, porém é respeitado por ter sido o primeiro a abrir as portas do sucesso ao reggae na Europa e no resto do mundo.
A sua religião lhes causou muitos problemas na Jamaica com os rastas. Num incidente estranho, em um grande show com os Wailers em Kingston nos finais de 1975, rastas radicais, indignados com sua dedicação ao islamismo, chegaram a cuspir em sua cara. Este foi um dos motivos que o fez mudar-se para a Inglaterra.
Seu ingresso no mundo da música revela um dado curioso: Leslie Kong, proprietário de uma loja de discos, fez sucesso como produtor investindo exatamente no garoto Jimmy. Mais tarde, o mesmo Kong teria o privilégio de encaminhar Bob Marley para a sua primeira gravação. Cliff alcançou notoriedade fora da ilha por sua participação no filme The Harder They Come, produzido pela gravadora Island e protagonizado por ele e seus compatriotas Desmond Dekker, The Maytals e Melodians (os dois últimos, grupos vocais que, assim como o muçulmano Cliff, faziam uma celebração da vida mais suave e menos politizada que os Wailers).
Retratando o cotidiano dos adolescentes pobres de Trench Town, os rude boys, o filme foi mais uma arma da Island para difundir o reggae pelo mundo. Tal investimento nem seria necessário: o reggae conquistaria a ilha colonizadora mais cedo ou mais tarde.
Para Cliff a oportunidade não poderia ter sido melhor. Apesar do fracasso comercial, o filme fez muito mais por seu marketing pessoal que a outra arma da Island: uma visita quase que anônima ao Brasil ainda em 1969 para participar do Festival Internacional da Canção (FIC).
Em 1980 excursionando com Gilberto GIl, lotou todos os auditórios onde pisou. Quatro anos depois ele repetiu a façanha sozinho, indo do ginásio do Corinthians, em São Paulo, ao programa do Chacrinha. Em 1990 Cliff participou do primeiro CD do Cidade Negra, na música Mensagem, feita por Ras Bernardo. Em 1991 gravou na Bahia, em Salvador, o CD Breakout, lançado em 1992. O disco contou com as participações de Olodum na música "Samba Reggae" e Araketu nas músicas Breakout e War a Africa. Em 1993 ele regravou "I Can See Clearly Now", de JOHNNY Nash, para a trilha do filme Jamaica Abaixo de Zero. Em 1997 ele esteve também no acústico dos Titãs cantando "The Harder They Come", recriada numa versão em português, "Querem Meu Sangue".
Em 1999 Jimmy participou do CD do grupo Olodum. Dos artistas de reggae, Jimmy é o mais (talvez o único) influenciado pela MPB. Várias de suas canções revelam esta identidade. Músicas como "Sittin' In Limbo", "Rebel In Me", "Wonderful World, Beautiful People", foram compostas aqui mesmo em suas vindas ao Brasil. Ainda que a familiaridade com o Brasil seja grande o bastante para promover esta interação, Cliff sempre esteve à vontade para cruzar o reggae com outros gêneros.
Ainda em 1964, ele deixou a Jamaica para ser cantor de Soul na Inglaterra; no começo dos anos 80, enveredou pelos lados do funk e do pop. Sempre se preocupou em renovar suas influências, extraindo do pop mundial o amálgama para catalisar uma comunhão das linhagens que circundam o universo negro. Ha 20 anos ele vive na Bahia, mas precisamente em Lauro dE Freitas, município que faz parte da Grande Salvador.

The Skatalites


The Skatalites são considerados como os criadores do sKa e , também influenciaram o rocksteady e o reggae, seus descendentes musicais que derivam dos sons tradicionais da Jamaica. As suas primeiras gravações de ska datam de junho de 1964, ainda que estes músicos tivessem trabalhado bastante tempo antes como banda para a gravadora/editora Studio One, gravando principalmente rhythm and blues. Os membros originais da banda obtiveram a sua formação musical a partir dos músicos de jazz da Jamaica. Por isso, se bem que e tenham inspirado em sons oriundos dos Estados Unidos da América (principalmente boogie woogie) e sons africanos, a música dos The Skatalites contém muitos elementos próprios do jazz.
Os membros originais dos The Skatalites foram Don Drummond (trombonista), Tommy McCook (saxofone e flauta), Roland Alfonso (saxofone), Lester Sterling (saxofone), "Dizzy Johny" Moore (trompetista), Lloyd Brevet (baixo) Lloyd Knnibb (bateria), Jackie Mittoo (piano e órgão), Jah Jerry Haines (Guitarra).
The Skatalites gravaram para os "soundsystems" através do "Studio One", de que eram uma banda estúdio. Chegaram a ser muito populares na Jamaica , visto que a maioria dos artistas, como Bob Marley, Peter Tosh, Bunny Wailer ou os Toots & The Maytals gravaram com eles. A banda original dissolveu-se em 1965, ano em que o líder do grupo (Don Drummond) matou a esposa e foi internado no centro psiquiátrico "De Bellevue", centro no qual morreu passados dois anos.
A banda reapareceu reformada como grupo em 1983 e na atualidade seguem ainda tocando, se bem que a maioria dos membros tenham sido substituídos. A banda recebeu dois prémios Grammy: um em 1996 e o outro em 1997.

Membros originais
Don Drummond: trombone.
Tommy McCook: saxofone e flauta.
Roland Alfonso: saxofone
Lester Sterling: saxofone
«Dizzy Johny» Moore: trompete.
Lloyd Brevet: baixo, contrabaixo.
Lloyd Knnibb: bateria.
Jackie Mittoo: piano e órgão.
Jah Jerry Haines: Guitarra

Outros membros
Cluet «Skavoovie» Johnson: baixo
Doreen Shaffer: voz.
Karl «Cannonball» Bryan: (saxofone)
Vin Gordon: trombone
Kevin Batchelor:trompete.
Val Douglas: baixo.
Devon James: guitarra.
Ken Stewart: teclados

Colaboraram com a banda estes músicos
Lyn Tait: guitarra.
Ernest Ranglin: guitarra.
Lloyd Richards: teclados.
Audrey Adams: teclados.
Rico Rodríguez: trombone.
Karl Bryan: saxo barítono.
Dennis «Ska» Campbell: saxo tenor.
Baba Brooks: trompete.
Raymond Harper: trompete.
Tony Gregory: voz.
Lord Tanamo: voz.
Jackie Opel: voz.
Doreen Shaffer: voz.
Prince Buster: voz.
Peter Tosh: voz.
Bob Marley: voz.
Bunny Wailer: voz.
Toots Hibbert: voz.
Jimmy Cliff: voz.
Laurel Aitken : voz.